A portabilidade da tecnologia atual facilita muito a nossa vida. Há poucos anos era impensável carregar por aí grandes arquivos. Dividíamos em partes, com programas específicos, ou arrastávamos HDs de um lado para o outro. Hoje está tudo na palma da mão – pen drives pequenos com alta capacidade, prontinhos para receber nossos arquivos de áudio, filmes e fotos.
A memória interna de equipamentos como câmeras digitais também aumentou bastante e os aparelhos de som já vêm de fábrica com entrada USB, o que torna muito mais simples a animação de uma festa com músicas escolhidas à
dedo. Conheça agora um pouco da história da evolução das memórias.
No início, as memórias portáteis se destinavam à armazenagem temporária – e bem limitada – de dados de programas e arquivos em mídias que eram magnéticas ou óticas. Quem não se lembra dos disquetões e, mais tarde, os zip drives? Estes formatos acabaram ficando no passado, seguindo a tendência de miniaturização, tanto dos equipamentos quanto das próprias memórias.
SD Cards
A Sony revolucionou o mercado ao ser a primeira a lançar uma memória regravável para suas câmeras (Memory Stick), em 1998; no ano seguinte, as marcas concorrentes não ficaram para trás e desenvolveram um formato único, que acabou se tornando padrão de armazenamento em gadgets e dispositivos portáteis em geral: o SD Card. Hoje em dia, são encontrados no mercado diversos tipos de cartões de memória SD, com velocidades e tamanhos variados, que são usados não só em câmeras digitais, mas em celulares, instrumentos musicais eletrônicos, tocadores de MP3 e outros. Vale lembrar que este padrão prevê a utilização de criptografia em conteúdos de mídia, de acordo com as diretrizes de proteção de direitos autorais.
Pen drives
Conhecido também como Flash USB, esse tipo de memória regravável surgiu em 2000 e hoje é a mais popular entre as pessoas, por ser bastante simples de usar e incluir um terminal USB, o que possibilita ao usuário a sua utilização em qualquer tipo de equipamento com esta entrada.
Os pen drives são superiores a outros formatos também por não possuírem peças móveis (alta durabilidade) e pelo acesso rápido as informações. Uma vez espetadas na entrada USB, elas se comportam como um disco rígido tradicional, apresentando um comportamento mais estável que mídias como CD, DVD e outros.
Solid-State Drives (SSD)
Tecnologia desenvolvida para HDs, é comum em notebooks, pois elimina o risco de danos ou perdas de dados devido a trepidações. Sua estabilidade se deve ao fato de que funciona como uma memória flash, dotado de um circuito integrado semicondutor, sem a necessidade de buscar informações em um disco rotativo, como os HDs tradicionais, que são magnéticos.
Este dispositivo abriu um mundo de possibilidades e o mercado está se preparando para realizar uma transição para este formato, utilizando-o como padrão. O novo sistema Windows 7 já vem preparado para funcionar de forma otimizada com este dispositivo. No entanto, isso não exclui a utilização dos HDs magnéticos por um bom tempo, nem o surgimento de outras tecnologias concorrentes durante os próximos anos.
Como funciona uma conexão USB
A conexão USB (Universal Serial Bus) foi desenvolvida originalmente para conectar periféricos, como teclados e mouses, a desktops e laptops. Destaca-se como principal vantagem o reconhecimento automático de sua presença no sistema, através do uso de um cabo simples, sem a necessidade de reiniciar a máquina. Com a popularização dos pen drives esta tecnologia também ganhou atualizações, resultando na versão 2.0, que possui velocidade muito superior de transferência de dados. Com esta melhoria, ficou possível reproduzir arquivos de vídeo e áudio diretamente do pendrive, o que fez com que esta tecnologia ganhasse novos terrenos em equipamentos usados no dia a dia, como aparelhos de som automotivos ou caseiros, e televisão.
Cuidados
Com a variedade de dispositivos de transporte de dados presente no mercado, surgiu também uma nova ameaça: a propagação de vírus. Eles estão em toda parte e mesmo quem tem o hábito de passar o antivírus no micro regularmente corre riscos de contaminar a máquina ao usar pen drives em computadores de faculdades e lan-houses.
Para prevenir estragos em seu computador, instale um antivírus que detecte automaticamente a presença de vírus em dispositivos ligados via USB. Assim, eles serão eliminados antes que eles tenham a chance de entrar em sua máquina.
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