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Bebês como crescem?

Conheça o desenvolvimento dos bebês durante o primeiro ano de vida

Os bebês são o centro da atenção da família desde o momento que chegam da maternidade. O período que vai do nascimento à famosa festinha de um ano é um período rico em mudanças. Em nenhuma outra fase da vida o ser humano evoluirá tanto e tão rápido. São mudanças físicas, mentais e sociais que impressionam até os pais mais experientes. Mas, como será que isso acontece? E quais são as conquistas destes primeiros meses?

O primeiro mês
Ele ouve tão bem quanto você, mas precisa de ajuda para desenvolver sua visão.

Como não foi exigida durante a gestação, a visão é pouco desenvolvida. Sem controle da musculatura dos olhos, o recém-nascido tem um alcance entre 20 e 30 centímetros, o espaço entre seu rosto e o da mãe, na hora da amamentação. As imagens são embaçadas e duplas, como na miopia. Você pode ajudar colocando móbiles coloridos sobre o berço. O olhar do bebê é atraído por objetos em movimento e de cores contrastantes, como preto e branco.

A audição, ao contrário, é ótima, pois começou a se desenvolver no quinto mês de gestação, ao ouvir o coração da mãe. Em apenas três dias, o bebê reconhece a voz da mãe e, em 20 dias emite sons em resposta ou vira a cabeça em direção ao barulho. Ao final do primeiro mês já consegue registrar uma sequência de palavras.

O paladar também não fica para trás, já conseguindo identificar a diferença entre salgado, azedo, amargo e doce. Já nos primeiros dias, o bebê reconhece o leite materno.

Seu desenvolvimento muscular ainda está bem no início, seus gestos são involuntários, por isso, nesta fase o bebê parece estabanado e assustado em seus movimentos.

Segundo mês
Sorria!

Surge o "sorriso social", que indica o desenvolvimento psíquico e afetivo da criança. É um fenômeno que independe do retorno dos pais sendo identificado também em crianças cegas e surdas. Além do sorriso, outras conquistas no desenvolvimento motor são identificadas, como movimentos para levantar o queixo e virar o rosto de lado se colocado de bruços quando acordado.

Como o tempo a visão já melhorou e o bebê já consegue detalhar a mãe: o nariz, a boca, os lábios. É capaz de reconhecer o pai, os avós, a babá.

Terceiro mês
Provando o mundo e dormindo para desenvolver o cérebro

Através da boca o bebê continua seu processo de descoberta, provando a consistência, volume, texturas dos objetos, das pessoas e até das partes do corpo.

Os movimentos reflexos continuam a diminuir. Agora ele tenta ficar de pé nas duas pernas quando colocado em pé. Sua coluna está mais ereta, já conseguindo erguer bem a cabeça, o tronco, esticar os braços e movimentar a cabeça à procura de objetos e sons.

Ocorre uma mudança importante no padrão do sono, que diminui para 16 horas. Ainda muito, mas fundamental para não consumir calorias a mais do que as necessárias, já que o seu metabolismo trabalha muito. Ao dormir, o bebê controla seu desenvolvimento neurológico, pois é na fase REM do sono que as células de seu cérebro formam novas sinapses. 

Na passagem do terceiro para o quarto mês começam os primeiros balbucios, respondendo aos pais como se estivessem num diálogo.

Quarto mês
Brincadeiras e manhas
 
Os movimentos estão cada vez mais desenvolvidos durante o dia, quando está mais ativo. Ainda "provando o mundo" pela boca, já desenvolveu mais a visão: segue objetos visualmente até 180 graus.

O desenvolvimento da coordenação motora fina deve ser observado. As mãos devem abrir-se, como sinal positivo do seu amadurecimento cerebral e costuma pegar brinquedos suspensos e pode passá-los de uma mão para outra. De bruços, fica cada vez mais com a cabeça firme e equilibrada e começa a erguer o tórax.

Surgem algumas novidades no relacionamento emocional com o mundo. Os bebês choram quando deixados sozinhos e já participam das brincadeiras com a mãe, como esconde-esconde.

É nessa fase que ocorre, para ele, uma descoberta surpreendente: ele nota que os sons são acompanhados pelos movimentos da boca de quem fala.

Quinto mês
Tem que rebolar

A novidade desse período será o giro pela cintura. Deitada, a criança joga a bacia para o lado, depois as pernas e então o corpo. O bebê está perto de sentar.

A hora do banho é uma festa com braços se movimentando para todos os lados, agora com movimentos rítmicos e já voluntários, bem diferentes do primeiro mês. Essa agitação ajuda a organizar o cérebro em novas conexões. É um ensaio do cérebro para o ato de engatinhar.

Sexto mês
Brincadeiras e movimentos mais complexos

A atividade do bebê aumenta bastante: ele já consegue sentar com apoio de travesseiros e almofadas, com controle total da parte torácica e da bacia. Deixe os brinquedos perto, pois as tentativas de pegá-los vão estimular o aprendizado do equilíbrio. Vai gostar também de chutar, se balançar, se debater com movimentos rítmicos e repetitivos. É novamente o ensaio do cérebro para o futuro quando irá engatinhar, ficar em pé e andar.

A interação com o ambiente fica mais rica, com sorrisos para os conhecidos e choros quando é deixado sozinho.

Sétimo mês
Segurando objetos e batendo palminhas

O uso do indicador e do polegar para pinçar objetos indica um amadurecimento ósseo. Assim que nasce, os ossos têm mais água do que o normal, sendo bastante flexíveis. O movimento se estenderá para o restante dos dedos entre o oitavo e o nono mês. Notamos também atividades como bater palmas, o que é um ótimo sinal de desenvolvimento cerebral.

Oitavo
Obedecendo a comandos básicos

A compreensão do mundo ao redor evolui. Ao ouvir um "não", o bebê para o que está fazendo. É nesta fase que ele começa a perceber que é um ser separado da mãe, mas ainda precisa se assegurar de que quando ela some não deixou de existir.

Com a evolução constante da musculatura já tem equilíbrio para sentar sem apoio e pegar objetos próximos sem cair.

Nono mês
Finalmente engatinha!

Chegou a hora de descobrir o mundo para valer, com as primeiras engatinhadas. O processo é muito mais complexo do que aparenta e envolve a maturidade para tomar decisões: qual perna levantar com qual braço? Para onde ir? Esta conquista acelera o desenvolvimento intelectual dos bebês.

Nesta fase a capacidade de sentir medo é acionada, seja pelas primeiras quedas ou pelos alertas dos pais.

10 a 11 meses
Enfim, de pé!

O bebê não resiste e quer ficar de pé a todo custo, o que demanda três pontos de apoio. Ele testa as variações possíveis: duas pernas e um braço, dois braços e uma perna ou dois pés e o apoio do tórax em algum lugar.

E quando consegue, o mundo muda, novamente. Ele consegue ter visão ampliada do que o cerca, aumentando sua altura de visão para os 22 centímetros do engatinhar para sua altura, algo em torno de 50 cm.

É daí para os primeiros passos e o mundo, finalmente, estará a seus pés.

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