A Chapinha e suas funcionalidades
Aqui você vai entender sobre os diversos modelos de chapinhas e como usar

O Brasil é um país em que muitas mulheres, e muito delas tem cabelo crespo ou cacheado. Uma prancha alisadora, ou mais conhecida como chapinha, certamente não poderia deixar de ser um sucesso entre o mulheril e até entre alguns da ala masculina que se preocupam um pouco mais com seus cabelos.

As chapinhas chegaram há algum tempo no país e o sucesso não parou mais. De acordo com Nilton dos Santos, gerente de desenvolvimento de produtos da Taiff, as primeiras pranchas chegaram ao Brasil na década de 80 e eram importadas da Itália.

O tempo passou, o país passou a produzir suas próprias marcas e, agora, elas apresentam qualidade comparável às importadas.

A cerâmica substituiu, com os anos, o alumínio brilhante com acabamento anodizado. Ela desliza melhor e dá brilho. Os modelos com íons ajudam a fechar as cutículas dos fios, aumentando o brilho e tirando o “arrepiado” do cabelo. A cerâmica é um material que não desgasta tanto com o tempo e não cria vincos facilmente, se for utilizada da maneira correta.

Algumas chapinhas de metal tem um termostato, que funciona esquentando e esfriando a chapa.  Na prática, isso é ruim para os fios porque a pessoa acaba passando mais vezes à chapa na mesma mecha quando a temperatura abaixa o que acaba danificando o fio.

Vantagem da cerâmica: é com relação à temperatura. A temperatura é estável devido o material, não sendo necessário passar a prancha muitas vezes no mesmo lugar.

A evolução na ionização das chapinhas também foi algo muito importante. Os íons neutralizam a eletricidade estática dos fios, ou seja, acabam com o arrepiado, contribuem para fechar as cutículas e aumentam o brilho e a maciez.

Os íons também fazem à quebra das moléculas de água que estão na superfície dos fios, o que facilita a absorção delas pelos cabelos. O que resulta em uma maior hidratação e proteção para os fios.

De acordo com profissionais, a escolha de um bom acessório influencia no resultado do penteado. Ligia Bonfanti, gerente de vendas da GA.MA Italy, revela que piastras mais simples têm um termostato, que funciona esquentando e esfriando a chapa, o que obriga o profissional a passá-la muitas vezes na mesma mecha para obter um bom resultado, processo que acaba danificando o fio.

O cabeleireiro Sylvio Resende prefere pranchas finas para curtos e largas para longos, mas sempre escolhe aparelhos com íons. "O fio não arrepia", conta.

Como usar a chapinha corretamente

O cabelo deve estar limpo e seco. Secar bem os fios com o secador é fundamental antes de usar a chapinha, e fazer uma escova seria ideal, pois facilita no deslizar da chapa. Eles devem estar secos para evitar que o cabelo “cozinhe”, já que estando molhados eles precisarão de mais chapas para alisar.

Proteja os cabelos

Use um bom produto termoativado para proteger os cabelos. Use-o em todo o cabelo, mas sem exagero para não pesar os fios e dar um aspecto oleoso. Aqueça a chapinha antes de passá-la nos cabelos para que fique na temperatura ideal e, assim, não seja necessário ficar passando várias vezes na mesma mecha de cabelo.

Comece a passar pelos fios de trás

Divida o cabelo em mechas, prenda os fios de cima e da frente. Passe a chapinha da raiz para as pontas e apenas uma vez em cada mecha. Mas, atenção! Calcule uma distância de três centímetros do couro cabeludo até onde você pode começar a passar a chapinha, para não correr o risco de se queimar e passe a chapinha de forma contínua para não denificar os fios.

No caso da prancha de metal que não tiver um termostato, responsável por desliga a chapinha de tempos em tempos, a pessoa terá que fazer isso manualmente, tirando-a da tomada de vez em quando, para que ela não aqueça demais e queime os fios.

Apesar do todos os cuidados e tecnologias, com a constância em seu uso, a chapinha pode ressecar os fios. É importante fazer hidratações no cabelo para restaurar a umidade perdida.