Colchão saiba como escolher
Tenha bons sonhos! A escolha do colchão certo garante uma boa noite de sono e qualidade de vida

Se você é do tipo que preza pela paz ao colocar a cabeça no travesseiro, uma dica: escolha bem o colchão no qual vai deitar. Boa parte da nossa vida se passa na cama e um bom colchão é fundamental para qualidade do seu sono.

O local onde o corpo repousa é um dos maiores responsáveis pela saúde da coluna. O impacto disso reflete no bem-estar físico, psíquico e na qualidade de vida. Dormir mal ocasiona dores nas costas e afeta o desempenho das atividades em casa e no trabalho.

Daí a importância de saber qual produto é melhor para você. Algumas características como, matéria prima, espessura, densidade e qualidade são alguns dos quesitos a serem analisados na hora de fazer sua compra.

Seu perfil

Antes de qualquer coisa, colchão bom é aquele que se adapta melhor ao seu corpo. De acordo com especialistas, se o produto é de mola ou de espuma, não faz tanta diferença. O que importa é ser novo, de boa qualidade e ter as especificações do biótipo do paciente. 

Ou seja, você descobrirá qual tipo de colchão faz bem ao seu corpo baseado nos modelos que já experimentou durante a vida. Outro detalhe importante: a densidade do produto tem de ser compatível com seu peso e altura. No caso do colchão de casal, valem as medidas do cônjuge maior.

No geral, o produto tem que oferecer sustentação completa para o corpo da forma mais confortável possível. Durante o período de sono, deve manter a postura correta da coluna, proporcionando o relaxamento muscular, a livre circulação sanguínea e a transpiração.

Conforto

Do ponto de vista de conforto, é possível encontrar colchões extramacios, macios, firmes ou extrafirmes. Cada pessoa tem sua preferência, mas especialistas dizem que o ideal para a saúde é usar o meio termo.

Um colchão muito macio pode ocasionar curvas ou distorções na superfície e promover um desalinho da coluna vertebral. Além disso, não dá a sustentação suficiente para as partes mais pesadas do corpo, como quadris, ombros e coxas.

Já o colchão muito duro pode causar uma tensão na musculatura, produzir desconforto e dor pela manhã, em vez de proporcionar relaxamento. É do tipo que entorta a coluna e pode machucar o corpo.
 
O colchão mais adequado deve ser firme, nem macio nem rígido demais, independentemente do material do qual é fabricado. Essa estrutura dá sustentação a todas as curvas do corpo e mantém a coluna reta.

Travesseiro

Além de um bom colchão, a escolha do travesseiro também é de grande importância para a saúde. Sua principal função é servir de suporte ou apoio para a cabeça quando você estiver deitado.

Segundo especialistas, o travesseiro não deve ser nem muito alto nem muito baixo, e tem que ter uma densidade que ceda para haver a formação da curva cervical.  Assim, o acessório evita que sua coluna e pescoço fiquem flexionados, criando desalinhamento do estado natural.

Além disso, o travesseiro deve estar de acordo com o colchão utilizado. Por exemplo, um travesseiro firme sobre um colchão mole não é adequado, pois eleva mais a cabeça do que o corpo. Por último, recomenda-se que o acessório seja trocado de dois em dois anos, período em que há um acúmulo de ácaros prejudiciais à saúde.

Tipos

Os colchões são diferenciados basicamente pela matéria prima, além de características como tamanho, cores e revestimento. Os principais tipos disponíveis no mercado são:

Espuma Colchão mais leve, manejável, feito de esponja. Seu sistema relaciona o peso do usuário com a densidade da espuma de poliuretano, que vem descrita numa tabela. Isso significa que um determinado colchão pode ser ideal para uma pessoa de 70 kg e 1,75, mas para uma pessoa de 100 kg e 1,80, não.
Ponto fraco: absorve mais umidade que o de mola, podendo acumular fungos, bactérias e ácaros que provocam alergias e doenças alérgicas. Em média, tem duração de até quatro anos antes de cederem.
Mola

Funcionam como um feixe de mola, ou seja, a resistência do colchão é proporcional ao peso da pessoa. Quanto mais peso se coloca sobre as molas, mais elas trabalham para oferecer uma resistência que estabilize o corpo numa posição confortável.

No caso do sistema de molas individuais, o funcionamento é parecido com o de suspensão dos veículos. Se o ombro e o quadril são as partes mais proeminentes do corpo, as molas que os suportam sofrem variação, mantendo as demais intactas.

Ponto fraco: são passíveis de afundamentos, pois as molas tendem a ceder muito rapidamente. Se forem virados periodicamente, poderão ter uma média de dois a três anos de vida.
Caixa Ortopédica São mais duros que os demais. Podem ser fabricados em espuma (alta densidade), molas (molejo reforçado), crina animal, crina vegetal, algodão ou estruturados com madeira no meio e espuma dos dois lados.
Ponto fraco: Colchões muito duros podem causar tensão na musculatura.
Látex Têm o mesmo princípio da espuma, ou seja, também depende da relação densidade com a altura e peso do usuário. Possui uma longevidade superior a todos os outros colchões.
Ponto fraco: por ser feito de borracha, possui uma porosidade muito pequena que dificulta a circulação do ar.
Viscoelástico Feito pelo material sintético desenvolvido pela Nasa. O viscoelástico tem a capacidade de se moldar ao corpo do usuário exercendo pressões diferentes e suavizando o assentamento em cima do colchão.
Ponto fraco: o preço elevado da matéria-prima encarece o produto final.
Infláveis

São preenchidos de ar, possuem rigidez e podem ser guardados facilmente.  No entanto, não permitem passar a transpiração, o que torna inviável seu uso numa noite de verão.

Água - São muito divertidos, mas não recomendados para descansar e repousar. A superfície maleável é agressiva para o seu corpo e não proporciona sustentabilidade.

Magnéticos – É conhecido também como terapêutico pelo conjunto de tecnologias aplicadas ao produto. Segundo os fabricantes, o colchão ajuda a combater as dores localizadas, alivia o cansaço muscular e auxilia na prevenção da osteoroporose.

Ponto fraco: além do preço exagerado, o produto sem a calibração adequada pode causar insônia e irritabilidade ao usuário.