Se você é do tipo que preza pela paz ao colocar a cabeça no travesseiro, uma dica: escolha bem o colchão no qual vai deitar. Boa parte da nossa vida se passa na cama e um bom colchão é fundamental para qualidade do seu sono.
O local onde o corpo repousa é um dos maiores responsáveis pela saúde da coluna. O impacto disso reflete no bem-estar físico, psíquico e na qualidade de vida. Dormir mal ocasiona dores nas costas e afeta o desempenho das atividades em casa e no trabalho.
Daí a importância de saber qual produto é melhor para você. Algumas características como, matéria prima, espessura, densidade e qualidade são alguns dos quesitos a serem analisados na hora de fazer sua compra.
Seu perfil
Antes de qualquer coisa, colchão bom é aquele que se adapta melhor ao seu corpo. De acordo com especialistas, se o produto é de mola ou de espuma, não faz tanta diferença. O que importa é ser novo, de boa qualidade e ter as especificações do biótipo do paciente.
Ou seja, você descobrirá qual tipo de colchão faz bem ao seu corpo baseado nos modelos que já experimentou durante a vida. Outro detalhe importante: a densidade do produto tem de ser compatível com seu peso e altura. No caso do colchão de casal, valem as medidas do cônjuge maior.
No geral, o produto tem que oferecer sustentação completa para o corpo da forma mais confortável possível. Durante o período de sono, deve manter a postura correta da coluna, proporcionando o relaxamento muscular, a livre circulação sanguínea e a transpiração.
Conforto
Do ponto de vista de conforto, é possível encontrar colchões extramacios, macios, firmes ou extrafirmes. Cada pessoa tem sua preferência, mas especialistas dizem que o ideal para a saúde é usar o meio termo.
Um colchão muito macio pode ocasionar curvas ou distorções na superfície e promover um desalinho da coluna vertebral. Além disso, não dá a sustentação suficiente para as partes mais pesadas do corpo, como quadris, ombros e coxas.
Já o colchão muito duro pode causar uma tensão na musculatura, produzir desconforto e dor pela manhã, em vez de proporcionar relaxamento. É do tipo que entorta a coluna e pode machucar o corpo.
O colchão mais adequado deve ser firme, nem macio nem rígido demais, independentemente do material do qual é fabricado. Essa estrutura dá sustentação a todas as curvas do corpo e mantém a coluna reta.
Travesseiro
Além de um bom colchão, a escolha do travesseiro também é de grande importância para a saúde. Sua principal função é servir de suporte ou apoio para a cabeça quando você estiver deitado.
Segundo especialistas, o travesseiro não deve ser nem muito alto nem muito baixo, e tem que ter uma densidade que ceda para haver a formação da curva cervical. Assim, o acessório evita que sua coluna e pescoço fiquem flexionados, criando desalinhamento do estado natural.
Além disso, o travesseiro deve estar de acordo com o colchão utilizado. Por exemplo, um travesseiro firme sobre um colchão mole não é adequado, pois eleva mais a cabeça do que o corpo. Por último, recomenda-se que o acessório seja trocado de dois em dois anos, período em que há um acúmulo de ácaros prejudiciais à saúde.
Tipos
Os colchões são diferenciados basicamente pela matéria prima, além de características como tamanho, cores e revestimento. Os principais tipos disponíveis no mercado são:
| Espuma | Colchão mais leve, manejável, feito de esponja. Seu sistema relaciona o peso do usuário com a densidade da espuma de poliuretano, que vem descrita numa tabela. Isso significa que um determinado colchão pode ser ideal para uma pessoa de 70 kg e 1,75, mas para uma pessoa de 100 kg e 1,80, não. |
| Ponto fraco: absorve mais umidade que o de mola, podendo acumular fungos, bactérias e ácaros que provocam alergias e doenças alérgicas. Em média, tem duração de até quatro anos antes de cederem. | |
| Mola |
Funcionam como um feixe de mola, ou seja, a resistência do colchão é proporcional ao peso da pessoa. Quanto mais peso se coloca sobre as molas, mais elas trabalham para oferecer uma resistência que estabilize o corpo numa posição confortável. No caso do sistema de molas individuais, o funcionamento é parecido com o de suspensão dos veículos. Se o ombro e o quadril são as partes mais proeminentes do corpo, as molas que os suportam sofrem variação, mantendo as demais intactas. |
| Ponto fraco: são passíveis de afundamentos, pois as molas tendem a ceder muito rapidamente. Se forem virados periodicamente, poderão ter uma média de dois a três anos de vida. | |
| Caixa Ortopédica | São mais duros que os demais. Podem ser fabricados em espuma (alta densidade), molas (molejo reforçado), crina animal, crina vegetal, algodão ou estruturados com madeira no meio e espuma dos dois lados. |
| Ponto fraco: Colchões muito duros podem causar tensão na musculatura. | |
| Látex | Têm o mesmo princípio da espuma, ou seja, também depende da relação densidade com a altura e peso do usuário. Possui uma longevidade superior a todos os outros colchões. |
| Ponto fraco: por ser feito de borracha, possui uma porosidade muito pequena que dificulta a circulação do ar. | |
| Viscoelástico | Feito pelo material sintético desenvolvido pela Nasa. O viscoelástico tem a capacidade de se moldar ao corpo do usuário exercendo pressões diferentes e suavizando o assentamento em cima do colchão. |
| Ponto fraco: o preço elevado da matéria-prima encarece o produto final. | |
| Infláveis |
São preenchidos de ar, possuem rigidez e podem ser guardados facilmente. No entanto, não permitem passar a transpiração, o que torna inviável seu uso numa noite de verão. Água - São muito divertidos, mas não recomendados para descansar e repousar. A superfície maleável é agressiva para o seu corpo e não proporciona sustentabilidade. Magnéticos – É conhecido também como terapêutico pelo conjunto de tecnologias aplicadas ao produto. Segundo os fabricantes, o colchão ajuda a combater as dores localizadas, alivia o cansaço muscular e auxilia na prevenção da osteoroporose. |
| Ponto fraco: além do preço exagerado, o produto sem a calibração adequada pode causar insônia e irritabilidade ao usuário. |