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Entrando no ritmo

Divirta-se com o som divertido do pandeiro!

Bateria e Percussão

Atualizado em 31 Jan 12

3 min de leitura

Não há um brasileiro que não conheça de perto um dos mais populares instrumentos da nossa cultura: o pandeiro. Seja no carnaval do Rio de Janeiro ou entre os repentistas nordestinos, esse curioso instrumento de percussão está presente de inúmeras formas em nossas vidas. Mas de onde foi que a ideia original de criar este pequeno círculo de percussão surgiu? Na verdade, trata-se de um instrumento muito mais antigo do que se imagina.

Acredita-se que o pandeiro tenha origem árabe, mas existem registros de que o instrumento também era utilizado em diversas outras regiões, sobretudo na Ásia, África e Europa. Todas as grandes civilizações antigas contaram com suas versões desse curioso e barulhento instrumento, incluindo o grande império romano, fazendo fama também entre os egípcios. Será que naquela época já rolava samba? Na verdade, ele sempre foi considerado um instrumento vulgar, de pouca importância. Pelo menos até chegar em uma terra cheia de ritmo, chamada Brasil.

Não é possível dizer com precisão a data exata que o primeiro pandeiro foi tocado por estas bandas. Afinal, é um instrumento que foi importado pelos portugueses, além de ter sido bastante popular entre os escravos. Porém, um de seus primeiros usos de destaque foi em procissões religiosas, o que nos dá uma dica do seu primeiro grande uso em terras tupiniquins. É que em 13 de junho de 1549 aconteceu a primeira procissão no Brasil, data em que se comemorou o Corpus Christi. Daí em diante o pequeno aro de metal foi ganhando cada vez mais destaque entre a nossa gente.

Foi no século XIX, quando surgiu o choro, que o pandeiro começou a ser tratado como um instrumento de destaque, dando o toque final ao ritmo marcante deste estilo musical, junto, é claro, de instrumentos de corda e sopro. Inicialmente, os primeiros pandeiros eram fabricados de forma bastante simples, sem muita preocupação com seu acabamento ou parte técnica. Entretanto, existem fabricantes que desenvolvem verdadeiras obras de arte, utilizando peças de primeiríssima qualidade, garantindo assim um som alto e cristalino.

O instrumento é confeccionado de forma bastante característica: um aro de metal prende uma peça de couro circular enquanto soalhas, também conhecidas como platinelas, garantem a execução do já conhecido chacoalhar emitido enquanto o músico bate no instrumento. É difícil citar um grande pandeirista no Brasil, já que seu uso é bastante requisitado em vários estilos musicais, indo do choro ao samba, do forró ao xaxado, passando pelas rodas de repentistas e também rodas de capoeira. Sua popularidade também é notada em várias regiões do país, sobretudo no norte, nordeste e sudeste, onde predominam ritmos como o samba, pagode, frevo, forró, baião, dentre muitos outros.

Perfeito para...

Se a sua praia está mais para o forró ou pagode, e porque não, o choro ou samba, o total domínio do pandeiro acaba se mostrando essencial. E que tal alguns bons exemplos? Basta ouvir músicas de artistas como Zeca Pagodinho ou Alcione, e você terá um excelente exemplo da importância deste instrumento para esse estilo musical. E claro, não poderíamos deixar de citar nosso próprio carnaval como exemplo definitivo de que o pandeiro está realmente enraizado na nossa cultura. Afinal, é até difícil imaginar um grande desfile na Sapucaí sem as grandes baterias de escolas de samba e seus pandeiros e pandeirolas. E o que dizer do habilidoso abre-alas, e suas acrobacias com o popular círculo de metal? Mas é claro, a história não para por aí.

Reunir os amigos para uma roda de samba fica ainda mais prazeroso com a presença de outros instrumentos como cavaquinho, surdo, chocalho, violão, entre outros. Assim, basta um pouco de treino e dedicação para garantir a alegria naquelas reuniões com colegas de trabalho, hurrascos, reuniões familiares, ou quem sabe, até faturar uma graninha em casas noturnas, ou até mesmo na hora de chamar a atenção daquela gatinha. Porém fica a pergunta: ?será que eu levo jeito??.

Acima de qualquer coisa, é preciso gostar do instrumento. Afinal, apesar de toda sua desenvoltura, trata-se de um instrumento aparentemente limitado, principalmente para aqueles que estão iniciando como músicos nesta área. Porém, basta um pouco de treino e dedicação para perceber que se trata de um utensílio muito gostoso de tocar, com um aprendizado acessível, tanto para quem nunca teve qualquer contato com a música, como para aqueles que estão em busca do seu lugar na área.

E você, o que está esperando? Chegou a sua vez de mostrar que também é bom de ritmo!