Alimentos e Bebidas
Bem Estar
Casa e Decoração
Especiais da Lu
Estilo de Vida
Tecnologia

Sintetizador musical

Todos os sons em um único instrumento

Instrumentos de Teclas

Atualizado em 31 Jan 12

3 min de leitura

O sintetizador é um instrumento eletrônico computadorizado, que recebe dados codificados, processa-os e os traduz em som. Os utilizados na música têm como base o teclado, mas ainda existem os que são em forma de violino, guitarra, bateria e instrumentos de sopro, usados por músicos que dominam outras técnicas que não seja o piano.

O sintetizador pode criar sons idênticos aos da natureza, como canto dos pássaros, trovões e ventos; instrumentos acústicos e elétricos ou mesmo sinfônicos e também simular sons de helicópteros, carros, ruídos ou qualquer outro som.
 
Robert A. Moog foi o inventor do sintetizador e fundou a Moog Music Inc., fabricante dos sintetizadores Moog. O compositor Wendy Carlos foi o responsável pela primeira obra musical, totalmente executada em um sintetizador Moog. Obteve muito sucesso com o LP ?Switched on Bach?, em 1968, com obras de Johann Sebastian Bach, e foi venerado pela mídia e público, até pelos críticos mais ferrenhos e puristas. Sem imitar os instrumentos de uma orquestra, Wendy reformulou os timbres e inovou.

O integrante do grupo de rock progressivo inglês ?Emerson, Lake & Palmer?, Keith Emerson, foi o primeiro a usar o sintetizador em shows.  Temas como Telstar, dos Tornados, em 1964 e Good Vibrations, dos Beach Boys, também foram pioneiros. Com os acordes melosos do Mellotron, os Beatles, com a famosa abertura de flauta em Strawberry Fields Forever, e os Rolling Stones, num arranjo de cordas de 2000 Light Years From Home, se renderam ao instrumento. Pink Floyd inseriu de vez o sintetizador no rock, criando arranjos e sonoridades que encantam gerações até hoje.

Nos anos 70, acrescentaram ao sintetizador um sistema de microcomputação e variações técnicas de síntese digital, que melhoraram as possibilidades do instrumento. Entre as técnicas criadas na época, a mais importante é a pré-gravação eletrônica de sons reais, sem necessidade de fita magnética. Foi o princípio do sampler, um instrumento capaz de simular os instrumentos acústicos e elétricos, como piano, violino, sopro, guitarra elétrica e outros.

O sequenciador, outro recurso incorporado aos instrumentos eletrônicos, cria sequências sonoras tocadas uma vez no instrumento, para serem registradas de forma que podem ser repetidas num simples apertar de botão.

Em geral, os instrumentos já são fabricados com os timbres instalados, onde o músico tem possibilidades de escolha, o que faz com que um único instrumento soe como piano, orquestra, sax e sons artificiais, entre outros que podem ser desenvolvidos pelo próprio músico.

Depois de tanto sucesso, a era do sintetizador virou uma febre no mercado musical, com LPs e até gravações telefônicas.

Novas sonoridades

Com sua pluralidade de sons e timbres, muitas vezes apenas o sintetizador substitui uma banda, compactando sons e músicos. Sons como violinos e trompetes podem ser ouvidos em qualquer lugar, feitos por um bom sintetizador.

Feito para músicos que desejam expandir a imaginação, na criação de novas sonoridades, o sintetizador proporciona uma gama de sons que nenhum outro instrumento é capaz. O ritmo pop é o que mais utiliza de seus recursos, mas o sintetizador pode ser usado em rock, inclusive o progressivo, e até no forró.

A música comercial utiliza os sintetizadores em profusão, já que é muito mais prática e rápida, com economia de custos. Com músicos criativos e talentosos, não há simulações, mas a criação de novos estilos musicais.

Para você não ficar de fora dessa onda, o departamento de instrumentos musicais do magazineluiza.com apresenta várias opções do artigo, e você pode escolher um que melhor se adapte às suas necessidades e, o que é melhor, ao seu bolso!