Pode levar notebook no avião? Tudo o que a Anac permite
A Anac libera, mas tem detalhes: onde guardar o aparelho, o que fazer com a bateria e por que ele não pode ir despachado
Notebook
Atualizado em 28 Jul 26
4 min de leitura

Sim, pode levar notebook no avião, e essa é uma das dúvidas mais comuns de quem viaja com computador, seja a trabalho, a estudo ou pra ter um companheiro de filmes durante voos longos.
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) libera o transporte do aparelho em voos nacionais e internacionais, mas tem uma regra que não dá pra ignorar: o notebook precisa ir sempre na bagagem de mão, nunca na despachada.
A orientação vale pra qualquer modelo, do mais simples ao gamer mais robusto, e tem tudo a ver com a segurança da bateria de lítio: o componente que move a maior parte dos eletrônicos modernos e que pede atenção especial dentro de uma aeronave.
Pode levar notebook na bagagem despachada?
Não. A Anac proíbe o despacho de eletrônicos com bateria de lítio no compartimento de carga justamente por causa do risco de superaquecimento. Isso vale pra todos os tipos de notebooks, tablets, celulares, câmeras e powerbanks.
Se um aparelho apresentar defeito durante o voo, no porão não há tripulação por perto pra agir rapidamente, e os sistemas anti-incêndio do compartimento podem não conter um fogo iniciado por bateria.
Na cabine, o cenário muda completamente. A tripulação consegue acompanhar de olho qualquer sinal de problema, agir em segundos com kits específicos de contenção térmica e contar com a percepção dos passageiros pra detectar fumaça ou aquecimento incomum.
Por isso a regra é firme: o notebook vai obrigatoriamente com você, dentro da mochila ou bolsa que sobe na cabine.
Por que o notebook precisa ir na bagagem de mão?
A resposta tá na bateria. Baterias de lítio podem entrar em fuga térmica quando superaquecem, e o fenômeno pode evoluir pra um princípio de incêndio. É um cenário raro, mas existe, né?
Bastou um susto, como o pouso de emergência de um voo da Latam em Ribeirão Preto no início de 2026 após explosão de um carregador portátil, pra que as regras ficassem ainda mais rígidas em todo o Brasil.
Levando o aparelho na bagagem de mão, três coisas mudam a favor da sua segurança e da segurança do voo: você consegue perceber se algo está esquentando demais, a tripulação tem acesso direto pra intervir caso necessário e o notebook fica longe da pressão e dos choques físicos do compartimento de carga.
A regra vale pra qualquer modelo de notebook, independentemente da marca, do tamanho ou da capacidade da bateria.
Quais notebooks são permitidos pela Anac?
A Anac classifica o transporte de baterias pela capacidade em watt-hora (Wh) — unidade que mede a energia armazenada.
Aqui vai uma referência útil: notebooks comuns têm bateria entre 40 Wh e 90 Wh, ou seja, ficam tranquilamente dentro do limite mais permissivo. Notebooks gamers e workstations mais potentes podem chegar perto dos 100 Wh, mas raramente passam disso.
Os limites estabelecidos pela agência seguem três faixas:
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Até 100 Wh: liberadas na bagagem de mão sem necessidade de autorização. É a faixa onde se encontra a maioria absoluta dos notebooks.
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De 100 Wh a 160 Wh: permitidas, mas exigem autorização prévia da companhia aérea (limite de duas unidades por passageiro).
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Acima de 160 Wh: proibidas em voos comerciais.
Existe uma exceção que vale ficar de olho. Alguns modelos de MacBook Pro de 15 polegadas fabricados entre 2015 e 2017 entraram na lista de restrição da Anac por causa de um defeito de bateria reconhecido pela própria Apple.
A recomendação é que esses aparelhos não sejam levados a bordo nem despachados até o reparo ser feito. Se você tem um desses, vale verificar o status do aparelho no site da fabricante antes de viajar, viu?
Precisa tirar o notebook da mochila no raio-X?
Na maioria dos aeroportos brasileiros e internacionais, sim. No raio-X do embarque, o notebook deve ser retirado da bolsa ou mochila e colocado sozinho numa bandeja, junto com outros eletrônicos maiores.
A imagem do scanner fica mais nítida sem a sobreposição de objetos, o que agiliza a inspeção e evita que sua bagagem seja parada pra revisão extra.
Pra facilitar essa hora, vale escolher uma mochila pra notebook. Os modelos com abertura tipo "lay-flat" permitem manter o aparelho dentro enquanto a mochila passa aberta pelo scanner.
Funciona bem em aeroportos com equipamentos mais novos, mas em scanners antigos a fiscalização ainda pede pra retirar. Tirar o aparelho com antecedência, antes mesmo de chegar na esteira, faz a fila andar muito mais rápido.
E os powerbanks e baterias extras?
A mesma lógica do notebook se aplica a qualquer item com bateria de lítio: tudo vai com você na cabine, nunca na bagagem despachada. As regras de transporte de powerbank ficaram ainda mais rigorosas nos últimos meses, principalmente após incidentes em voos internacionais que motivaram revisões nas normas brasileiras.
Os principais pontos pra ter em mente:
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Sempre na bagagem de mão, nunca despachados.
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Até 100 Wh: liberados sem autorização (faixa da maioria dos modelos comuns).
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De 100 Wh a 160 Wh: precisam de aprovação prévia da companhia aérea.
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Acima de 160 Wh: proibidos em voos comerciais.
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Uso durante o voo: algumas companhias internacionais já proibiram recarregar o powerbank em pleno voo. Vale consultar a empresa antes da viagem.
Baterias sobressalentes que não estão instaladas em nenhum equipamento precisam ter os terminais protegidos contra curto-circuito. Fita isolante nos polos ou a embalagem original já resolvem isso, evitando que duas baterias soltas se toquem dentro da bolsa.
Cuidados pra viajar com notebook sem estresse
Além de seguir as regras da Anac e da companhia aérea, alguns cuidados com a bagagem ajudam a chegar no destino com o aparelho intacto e a bateria preservada. Minha dica é pensar a viagem como um trajeto que envolve choques, mudanças de temperatura e muita correria — e proteger o equipamento pensando nisso desde o momento em que ele entra na mochila.
O que costuma fazer diferença na prática:
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Carregue a bateria antes de sair de casa: alguns aeroportos pedem pra ligar o aparelho na fiscalização, e um notebook descarregado pode dar dor de cabeça.
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Use uma capa acolchoada ou case rígido: protege contra impactos dentro da mochila e da esteira.
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Faça backup dos arquivos importantes: na nuvem ou em HD externo, antes mesmo de fechar a mala.
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Cuidado com líquidos por perto: garrafa d'água aberta dentro da bolsa é um perigo real pro aparelho.
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Mantenha o notebook desligado ou em modo avião durante decolagem e pouso, conforme orientação da tripulação.
Cumprindo essas etapas, o notebook chega no destino pronto pra ser usado e você passa pela fiscalização sem perder tempo nem ter sustos na porta de embarque.
E aí, agora que você já sabe que pode levar notebook no avião sem dor de cabeça, é só organizar a bagagem de mão com calma e curtir a viagem.
As regras existem pra garantir a segurança de todo mundo a bordo, e seguir cada detalhe é o que torna o embarque tranquilo do começo ao fim. Continue explorando o Blog da Lu pra mais conteúdos sobre tecnologia, viagens e tudo o que faz seu dia a dia render mais!