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Uma coletânea de contos que têm em comum o tema universal da fraternidade humana e suas dificuldades. De um dos mais importantes e representativos autores do século XX e Prêmio Nobel de Literatura.
Embora seja o único volume de contos publicado pelo escritor franco-argelino Albert Camus, O exílio e o reino está longe de ocupar um lugar menor dentro da obra do romancista de O estrangeiro e A peste. A favor da coletânea seria possível evocar elementos que evidenciam, por exemplo, sua importância histórica: foi lançado em 1957, mesmo ano em que Camus recebeu o Nobel de Literatura; trata-se do último livro de ficção publicado por ele; a derradeira narrativa do volume assume, ao menos, para os brasileiros, um caráter especial, já que tem o Brasil por cenário. Tudo isso lhe dá a indiscutível relevância, mas sua grandeza decorre ainda de outros fatores.
Ao escrevê-lo, Camus não poderia imaginar que estava preparando seu último livro de ficção. Porém, O exílio e o reino constitui, de certo modo, uma síntese exemplar da obra camusiana. Sua temática, expressa desde o título não deixa dúvidas a respeito disso. Nos seis contos da coletânea, o escritor discute a oposição entre os extremos que alimentam a ""consciência da revolta"". De um lado, a solidão do estrangeiro compulsório, aquele que paga com a marginalização completa sua opção pela ""recusa à representação de um papel que a sociedade lhe atribui"", conforme explicava Camus. É o ""exílio"". Na outra ponta, o repouso na história universal ou mesmo na história pessoal, aquele que em última instância poderíamos chamar de felicidade. É o ""reino"".
Não seria justo para com o leitor apontar aqui que modo o embate entre ""exílio"" e ""reino"" se concretiza em cada um dos contos deste volume - por que negar-lhe o prazer inteligente dessa descoberta? Nunca se saberá se Camus continuaria escrevendo outros contos - talvez o gênero jamais se transformasse em uma primeira necessidade para Camus. Ainda assim, ele fez de O exílio e o reino um livro de primeira necessidade para os cultores do gênero e de sua extraordinária obra.
(Texto adaptado da orelha de Rinaldo Gama)
"| Editora | Record |
|---|---|
| Título | O exílio e o reino |
| Autor | Camus, Albert, Rumjanek, Valerie |
| Número de páginas | 176 |
| Edição | 11 |
| Data de publicação | 12.01.2018 |
| Idioma | Português |
| Código do produto | ISBN-10 - 8501111295 GTIN-13 - 9788501111296 ISBN-13 - 9788501111296 |
| Peso do produto | 180.0 gramas. |
| Produto | (L x A x P): 13.5 x 21.0 x 9.0 cm. |
| Ano de Publicação | 2018 |
| Autor | Camus, Albert, Rumjanek, Valerie |
| Dimensões do Produto | 13.5 x 21.0 x 9.0 cm. |
| Editora | Record |
| Edição | 11 |
| ISBN | 9788501111296 |
| Idioma | Português |
| Número de Páginas | 176 |
| Peso do Produto | 180.0 gramas. |
| Sinopse | Uma coletânea de contos que têm em comum o tema universal da fraternidade humana e suas dificuldades. De um dos mais importantes e representativos autores do século XX e Prêmio Nobel de Literatura. Embora seja o único volume de contos publicado pelo escritor franco-argelino Albert Camus, O exílio e o reino está longe de ocupar um lugar menor dentro da obra do romancista de O estrangeiro e A peste. A favor da coletânea seria possível evocar elementos que evidenciam, por exemplo, sua importância histórica: foi lançado em 1957, mesmo ano em que Camus recebeu o Nobel de Literatura, trata-se do último livro de ficção publicado por ele, a derradeira narrativa do volume assume, ao menos, para os brasileiros, um caráter especial, já que tem o Brasil por cenário. Tudo isso lhe dá a indiscutível relevância, mas sua grandeza decorre ainda de outros fatores. Ao escrevê-lo, Camus não poderia imaginar que estava preparando seu último livro de ficção. Porém, O exílio e o reino constitui, de certo modo, uma síntese exemplar da obra camusiana. Sua temática, expressa desde o título não deixa dúvidas a respeito disso. Nos seis contos da coletânea, o escritor discute a oposição entre os extremos que alimentam a "consciência da revolta". De um lado, a solidão do estrangeiro compulsório, aquele que paga com a marginalização completa sua opção pela "recusa à representação de um papel que a sociedade lhe atribui", conforme explicava Camus. É o "exílio". Na outra ponta, o repouso na história universal ou mesmo na história pessoal, aquele que em última instância poderíamos chamar de felicidade. É o "reino". Não seria justo para com o leitor apontar aqui que modo o embate entre "exílio" e "reino" se concretiza em cada um dos contos deste volume - por que negar-lhe o prazer inteligente dessa descoberta? Nunca se saberá se Camus continuaria escrevendo outros contos - talvez o gênero jamais se transformasse em uma primeira necessidade para Camus. Ainda assim, ele fez de O exílio e o reino um livro de primeira necessidade para os cultores do gênero e de sua extraordinária obra. (Texto adaptado da orelha de Rinaldo Gama) |
| Título | O exílio e o reino |
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