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Código ad9e109adj
| ISBN-10 | 9786553613584 |
| ISBN-13 | 9786553613584 |
| Páginas | 88 |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Edição | 1a EDICAO - 2025 |
| Data Edição | 2025-03-02 00:00:00 |
| Ano de Publicação | 2025 |
| Edição | 1a EDICAO - 2025 |
| ISBN | 9786553613584 |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Número de Páginas | 88 |
| Sinopse | Uma poética da amplitude e atemporalidade para tempos transidos de interpretação. A contenção precisa, metáforas renovadas no limite do inconsútil: aqui o corpo lembra, depõe, reporta o percurso epidérmico das sensações difusas em halo. A terceira margem aqui tão presente entre rio e leito até os opacos ecos de um sax infinito. Sem nenhuma concessão ao “palavroso” oco ou à busca de conceitos, a poeta presentifica o “memento mori” na imanência fenomenológica que apreende o devir entre alma e poros. Que poderosa “regurgitofagia” de perceptos numa usina de utopias que buscam sua verdade de pedra. Pendular, sua poética oscila entre o fogo da paixão e a solitude insuperável. Como diz Bandeira, só os corpos se entendem, as almas encerram-se impenetráveis. A poeta cria como quem batiza o mundo, um advento em cada estrofe, “big bangs” sensoriais que ressignificam nossas cansadas veredas de encanto. Estamos tão carentes de poetas em nossa sociedade dessacralizada, espantos renovados, símbolos refeitos. Inevitável relembrar o mestre Octávio Paz, para quem a vida de um poeta verdadeiro é seu arco, lira, sua vida e que protagonista do instante Marcia Friggi se revela na pele que habita. Lendo e relendo, porque é da ordem da impregnância densa, me vêm à memória duas poetas do arcano, quase xamânicas: Dora Ferreira da Silva e Orides Fontela. Poesia ontológica sem deixar do prosaico exponencializado. Um entardecer em labaredas, um barco à espera: imagética eloquente feito satoris búdicos revelando toda a autossuficiência fática das coisas. Telúrica, questionante como se na poesia fizesse o esforço de entendimento de Clarice em “Água Viva”. O é das coisas como fractal no seu azul vítreo, uma semiótica de afetos. Ocupar o campo de visão pela revelação do impercebido aos desatentos entre o consumo e algoritmos desumanizantes. Resgatando a linda frase do poeta Joseph Brodsky: “A poesia é um espírito que procura carne, mas que encontra palavras.” Afinal, somos seres de linguagem e que grata surpresa descobrir mais uma alquimista de signos reveladores decantando verso a verso com perícia de artesã. [Flávio Viegas Amoreira Escritor, poeta e crítico literário] flavioamoreira@uol.com.br |
| Título | Cal da terra |
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